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Dia 6/10 em São Paulo

Vaneri de Oliveira nos conta como foi em SP

Imaginem a cena:
 
Chego às 17:15h, numa casa muito agradável, onde fica a Oficina do Ser,  com um quintal incrível e o que vejo: Maria Gabriele Wosien bordando no meio do quintal, sob as árvores....! Pode?!
 
Às 20:00h começamos com Solano que nos focalizou " Sr. Capitão, onde me mandar eu vou..." Foi bonito e florido.
 
Em seguida tivemos uma fala de Judy,de Findhorn, sobre as àrvores! Por sinal muito parecida com a trazida pela mesma no Encontro Brasileiro deste ano e igualmente sensível.
 
Kakà Wera é o próximo e complementa a proposta trazendo-nos  a importância das árvores nos "Mitos de Criação" indígenas, onde, segundo ele, as árvores são nossos ancestrais, entre elas o Pau -Brasil ( ibirapitanga - a árvore de alma vermelha)
Encerrou sua fala com uma dança para mãe terra , aquela que nos sustenta e às árvores: Hei hei heommmmmm, hei hei heommmmm, ..... 
Houve falas de outros convidados e em seguida nossa querida Gabriela exibiu alguns slides abordando a temática do simbolismo dá arvore. Não é possível tecer comentários... foi profundo , adorei. ...  Gabriele nos presenteou com uma dança onde cuidamos simbolicamente de uma árvore (com uma plantinha em mãos, que posterirmente nos foi dada) e em seguida uma dança-oração de São Francisco: Oh Signore  .....Ahhhh....
 
Com relação à  contribuição para o evento era espontânea, tinha uma sugestão de R$50,00, mas cada um ofertava o que podia.
 
Sem palavras, queridos...que peninha quem não pode vir




A Nice complementa...

"Cheguei por volta das 18h e já fui me aboletando numa roda de bordados que se encontrava no meio do belo gramado.
Num pano cru, com uma árvore riscada, algumas pessoas ao redor cobriam/preenchiam o riscado com bordados. Ficamos alí mais de hora bordando e proseando.
 
A casa é muito bela! Bem cuidada nos mínimos detalhes, com um lindo jardim, gramado e lindas árvores e flores! Já dei aulas regulares de DC lá e Mônica também já utilizou o espaço com a Jornada do Feminino, muito especial!
 
As pessoas foram chegando: Judy, Kaká Werá e participantes. Garielle e Solano já se encontravam lá.
 
A Cerimônia foi singela, começando com Solano que exibiu um vídeo e deu a dança "Tá caindo fulô"; Depois Judy falou resumidamente de sua jornada com árvores aqui no Brasil (ela acabou de voltar da Amazônia); Kaká falou que todas as tribos indígenas reconhecem o homem como descendente das árvores, Sandra (que esteve presente no Ibira no dia 21 na Celebração do Dia da Árvore) também falou sobre as árvores e Gabrielle encerrou falando também sobre a simbologia, espiritualidade das árvores e depois dançando e finalizando com a dança gestual de São Francisco de Assis.
 
Foi um presente estar lá presente!!"

 


Dias 8 e 9/10 - Rio de Janeiro

Ana Lúcia Pó descreve o evento no Rio

Que experiência tocante este encontro com a sensibilidade de Carlos Solano , o misticismo e delicadeza de Gabriele Wosien e a sabedoria calma e paciente de Kaká Werá.

Foi  uma verdadeira cerimônia , em que vivenciamos a importância da” pele da mãe terra”,  as árvores,  que nos trazem não só nossa vida física, mas profundos e antigos conhecimentos.
Ao entrar éramos convidados a participar do bordado de uma árvore, que vem sendo feito nos diferentes eventos desta campanha do Vamos Plantar um Milhão de Árvores.  E assim, conversando e bordando, aguardamos o início das atividades.

Vimos o filme da Campanha, e Solando teceu seus sábios comentários sobre essas nossas grandes amigas reafirmando nosso respeito por elas.

Felizes, celebramos essa maior ligação com a dança Tá caindo Fulô, em que parecíamos mesmo estar sob uma árvore, recebendo uma chuva de flores.

Gabriele nos emocionou com ao amplificar nossa visão sobre os ensinamentos contidos nos passos e movimentos das danças , em que figuram  o caminho da eternidade  feito em medidas humanas numa bela variação do Enas Mithos...,  arvore da  vida, a  ligação do céu e terra, relacionada  ao simbolismo da cruz, eixo de tempo e espaço a que estamos presos nesta vida terrena, mas sem deixar de ter nossas asas para voar, livres como luz que somos, belamente expresso no Sirtake, no Aleluia, no Kyrie ...; nosso caminhar na vida, oscilando entre o caminhar para o futuro,  nosso olhar que se prende ao passado, e o centramento no momento presente, numa graciosa dança  da região de Flandres... ; o caminhar conjunto rumo à luz, em Siyamba... e tantas belezas mais..

Kaká nos trouxe a riqueza da sua elaboração teórica sobre as danças indígenas, especialmente da tradição Tupi, em que a dança é uma verdadeira oração, uma forma de educar o ser humano a usar sua energia criadora adequadamente.  E, através do som, equilibramos a energia masculina e feminina, trabalhamos o enraizamento,  emitimos nossos sons de poder, saudamos a mãe terra e a lua, ativamos os centros de energia de nosso corpo...

Finalizamos dançando para Mahindra, ou Maria, ou Mãe Terra, com reverência e emoção.Quanta gratidão aos focalizadores pelo que compartilharam conosco neste precioso trabalho, trazido para o Rio pela Ana Maria de Jesus e sua equipe, a quem  muito temos a agradecer.

Fotos do facebook da Luciana Ostetto







Dias 11 e 12/10 - Porto Alegre

"Um belo grupo, focalizadores inspirados, sementes e mudas que vão crescer e virar belas árvores. Momentos de encontro, ensinamentos e aprendizado. " Patrícia Preiss



Dias 14, 15 e 16/10 - Campo Grande



Veja o site www.ummilhaodearvores.org.br